junho 06, 2009

Ruínas


Quando alguém nos desilude, dói muito. Custa dar o braço a torcer quando ouvimos o típico " Eu bem te avisei e tu não quiseste ouvir-me". Mas os amigos querem sempre o nosso bem e quando nos veem iludidas e a tentar alcançar as estrelas, puxam-nos as pernas e trazem-nos de volta à Terra. É preciso que assim seja. Fantasiamos, idealizamos, sonhamos e às vezes, a maior parte das vezes,construímos um mundo só nosso, que ninguém entende. Nem é para entender, é para respeitar e aceitar. Os amigos verdadeiros fazem isso. Mas chega a altura, aquela altura certa em que precisamos de levar um abanão, ouvir um grito de realidade e chorar. Chorar pela desilusão da ilusão criada. E dói. Muito. O nosso mundinho construído, de repente desaparece e só ficam algumas imagens distorcidas, cartas escritas e nunca enviadas, músicas que tanto nos disseram. É tentar encaixotar tudo isso em alguma parte do nosso cérebro, parte escura e de difícil acesso para só voltar a ser lembrado quando formos grandes e fortes. Porque tudo o que ali foi construído, foi com amor, com dedicação, com muita entrega. E a dor faz-nos ficar pequeninos, frágeis. Que fazer então? Aninharmo-nos no colo do amigo que nos ama e que só quer que estejamos em paz. E esperarmos que a dor desapareça. Quando alguém nos desilude, dói muito.

5 comentários:

Ana disse...

Tens de começar a escrever mais vezes.
Só espero que por melhores razões:(

Tiny Tear disse...

Talvez escreva sim... Bigada minha linda. Beijocas

Sílvia disse...

Se precisares do colinho de uma sopeira...
Beijos grandes

Tiny Tear disse...

Mesmo não tendo o colinho físico, saber que ele está sempre lá, é muito bom :) Tudo passa, temos de saber viver com estas coisas e continuar.E assim cresço mais um bocado também, aprendo. Faz parte. Beijo minha sopeira

Sílvia disse...

Beijoooooooooooooos