agosto 29, 2006


agora eu era linda outra vez
e tu existias e merecíamos
noite inteira um tão grande
amor

agora tu eras como o tempo
despido dos dias, por fim
vulnerável e nu, e eu
era por ti adentro eternamente

lentamente
como só lentamente
se deve morrer de amor


Valter Hugo Mãe

4 comentários:

Anónimo disse...

Em todas as ruas te encontro

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco

Mário Cesariny

Tiny Tear disse...

Engraçado que ainda ontem tinha pensado " tenho de retomar o meu blog.." e era c este preciso poema q o tencionava fazer.. Obrigada plo comentario. Sejas tu quem fores..Mas tenho um palpite.. ; )

Tiny Tear disse...

Eu bem me parecia q ja tinha isto publicado..mes de junho ou julho..nao me iria esquecer do cesariny.. ; p

distroce disse...

bem me parecia que não irias esqueçer tb... ;P