abril 20, 2009
Kiss
Música de velas e incensos. De cigarros e lágrimas. De choro contido, de sentimentos mostrados. De lembranças tão vivas que os beijos são ainda sentidos como se acabassem de ser dados.De dança, de olhos fechados, de sorrisos, de toque, de arrepios.De dor, de nostalgia, de sentimento presente, de dádiva, de saudade.
" A kiss could have killed me if it would not for the rain."
abril 19, 2009
abril 17, 2009
abril 16, 2009
Faca e alguidar
ps - Vou só ali buscar a faca para cortar os pulsos : p Gosto, gosto, gosto da conchita : )
abril 09, 2009
abril 08, 2009
Nuvem
março 31, 2009
março 28, 2009
Tão verdade...
"Os meus sentimentos deviam guardá-los, ainda lhe podiam fazer falta, e a mim não me serviam de nada. Devia tê-lo aconselhado a guardar os sentimentos, nunca sabemos quando precisamos dos sentimentos. Da latinha de fermento que está há anos na despensa, da camisola de lã que não é vestida há mais de cinco Invernos, nunca se sabe quando precisamos de coisas mesmo se nunca as utilizamos. Não fosse essa incerteza e punha um anúncio no jornal, vendem-se sentimentos, estado impecável, como novos, oportunidade única, motivo mudança de vida, bom preço."
Dulce Maria Cardoso
março 25, 2009
Dores
março 22, 2009
março 20, 2009
março 19, 2009
o amor é uma casa onde cabem dois corpos
março 16, 2009
É muito bom e faz muito bem...
Sair dos dias. Não dormir. Não falar com ninguém. Ficar de fora do lá de fora. Ocupar o coração. À força. Ser como ele.
É muito bom e faz muito bem.
Sair de nós. Cair nos outros. Não escrever. Ler. Não pensar. Lembrar. Os amigos quietos. O murmúrio do riso que riram. A família parada. O colo onde cabe a cabeça. O amor adormecido. Estas coisas acordam. E sossega saber que nós não somos nada sem eles. E mesmo com eles, quase nada. Escravos de carinhos somos nós, seguindo atrás, de braços abertos, numa fila sem fim.
É muito bom e faz muito bem.
Sair dos trabalhos, do dinheiro, das palavras que nada querem ou conseguem dizer. Fazer gazeta. Faltar. Desobedecer. É um trabalho também. Não ir. Não responder. Não entregar. É cumprir também. Desmergulhar. Desfazer. Desacontecer. São tarefas também. Ainda mais difíceis, talvez.
É muito bom e faz muito bem.
Sair da ordem. Cair na doçura do acaso. Trocar de caos. Descer. Vestir a mesma roupa. Não fazer a barba. Beber. Fumar. Sem pausa. Sem razão. Ceder. Emergir. Abandalhar. Fazer o que não se está a fazer. Esticar a corda. Não atender. Desarrumar os livros. Passear pela casa como se fosse uma cidade destruída. Estragar.
É muito bom e faz muito bem.
Sair da vontade. Cair na estupidez. Não descansar. Ver televisão numa língua que não se compreenda. Forçar. Esquecer. Fazer o que não apetece fazer. Contrariar. Confundir. Comer atum de conserva com uma colher. Pôr o despertador para acordar mal se comece a adormecer. Dizer disparates em voz alta. Todos agora. Virar o bico ao prego. Arrepiar. Arrepender.
É muito bom e faz muito bem.
Sair do corpo. Cair na alma. De chapão. Sem ver nada à frente. Receber os mistérios. Sem cerimónias. Sem compreender. Ser absorvido. Subjugado. E agradecer. Perder o norte, o fio, os sentidos. E gostar. Divertir. Desprender. Chafurdar na lama. Acriançar. Rir. Começar a chorar. Ser levado, enlevado, enganado, desprotegido, confuso, cruel. Desviado.
É muito bom e faz muito bem.
Sair da vida. Cair na morte. Sofrer. Iludir. Acabar. Permanecer na cama. Pensar em tudo o que se faz como se fosse a última vez. Esmorecer. Querer voltar atrás e fingir que já não se pode. Confessar. Pedir. Esvaziar. Ter pena de quem se foi e do que se fez. Rejeitar o perdão, a redenção, a última oportunidade.
É muito bom e faz muito bem.
É tão bom e faz tanto bem que, às vezes, cada vez mais, não apetece regressar. Tanto que só nos resta levantarmo-nos de onde caímos e, deixando-nos conduzir por tudo o que nos tolheu os passos desde o dia em que começamos a errar, na contramão das nossas almas, só nos resta procurar um sítio onde a nossa ida não se reconhece, não se aceita, não faz sentido, e entrar.
Entrar aqui. Daqui de onde nunca se sai. E ficar.
Miguel Esteves Cardoso
março 12, 2009
ontem chorei. por tudo que fomos. por tudo o que não conseguimos ser. por tudo que se perdeu. por termos nos perdido. pelo que queríamos que fosse e não foi. pela renúncia. por valores não dados. por erros acometidos. acertos não comemorados. palavras dissipadas. chorei pela guerra quotidiana. pelas tentativas de sobrevivência. pelos apelos de paz não atendidos. pelo amor derramado. pelo amor ofendido e aprisionado. pelo amor perdido. pelo amor. pelo respeito empoeirado em cima da estante. pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. pelos sonhos desafinados. estremecidos. adiados. pela culpa. toda a culpa. minha. sua. nossa culpa. por tudo que foi. e foi. e voou. e não volta mais pois que hoje é já outro dia. chorei. eu chorei. apronto agora os meus pés na estrada. ponho-me a caminhar sob sol e vento. eles secam as lágrimas. vou ali ser feliz e já volto.
março 10, 2009
março 09, 2009
mas ensinei-me
a não estar completamente onde estive
e a cidade dormindo em mim
não me viu entrar
na cidade que em mim despertava
Houve lágrimas que não matei
porque me fiz
de gestos que não prometi
e na noite abrindo-se
como toalha generosa
servi-me do meu desassossego
e assim me acrescentei
aos que sendo toda a gente
não foram nunca como toda a gente.
março 08, 2009
Come sail your ships around me and burn your bridges down...
Mais uma daquelas que me provoca assim uns arrepios...Ui,ui... : p
março 04, 2009
Written a long time ago... A life time ago...
Um amor que vem de dentro, forte, puro verdadeiro. Um amor de fazer corar os mais cépticos, um amor de fazer corar aqueles que dizem " amo-te " em vão. Porque o " amo-te " tem de ser sentido em cada milímetro do ser. Tem de começar no coração, passar por todos os nervos e artérias e veias e acabar num sussurro. Um sussurro dito pela boca que espera um beijo. Um beijo de " amo-te ".
Amo-te sem vergonhas, sem complexos, sem medos. Amo-te incondicionalmente, apaixonadamente, fisicamente, carnalmente, silenciosamente. E é neste silêncio que guardo o meu amor. O maior e o mais desejado de sempre. Amote assim. Sem espaços nem tracinhos. Totalmente.
fevereiro 28, 2009
fevereiro 27, 2009
Por aqui...
ps- Hoje em conversa com um amigo de longa data, recordámos este grupo. E esta música em particular, que tanto nos disse há muitos anos e que, concluímos, passados estes anos todos, continua a tanto nos dizer...
The contrast of white on white.
And in between the moon and you
The angels get a better view
Of the crumbling difference between wrong and right.
I walk in the air between the rain
Through myself and back again
Where? I don't know
Maria says she's dying
Through the door I hear her crying
Why? I don't know
Round here we always stand up straight
Round here something radiates
Maria came from Nashville with a suitcase in her hand
She said she'd like to meet a boy who looks like Elvis
And she walks along the edge of where the ocean meets the land
Just like she's walking on a wire in the circus
She parks her car outside of my house
Takes her clothes off
Says she's close to understanding Jesus
She knows she's more than just a little misunderstood
She has trouble acting normal when she's nervous
Round here we're carving out our names
Round here we all look the same
Round here we talk just like lions
But we sacrifice like lambs
Round here she's slipping through my hands
Sleeping children better run like the wind
out of the lightning dream
Mama's little baby better get herself in
out of the lightning
She says "it's only in my head"
She says "Shhh I know it's only in my head"
But the girl on the car in the parking lot
Says "Man you should try to take a shot
Can't you see my walls are crumbling?"
Then she looks up at the building
Says she's thinking of jumping
She says she's tired of life
She must be tired of something
Round here she's always on my mind
Round here hey man got lots of time
Round here we're never sent to bed early
and nobody makes us wait
Round here we stay up very, very, very, very late
I can't see nothing.. nothing round here
Will you catch if I'm falling
Will you catch me if I'm falling
Will you catch me cause I'm falling down on you
I said I'm under the gun around here
I'm innocent I'm under the gun around here
And I can't see nothing
Nothing round here.
Counting Crows





